A Rede Social: a história do facebook

Publicado em dezembro 14, 2010 por

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As férias chegaram, é hora de se divertir, ir ao cinema e outras coisinhas mais…  Nesse espírito festeiro fui assistir A Rede Social dirigido por David Fincher e baseado no livro de mesmo nome. O filme conta a história da criação do Facebook por Mark Zuckerberg, história essa cheia de problemas judiciais. É assistir a quase duas horas de um filme muito bom, com bom roteiro, direção e atuações. Duvido que a criação do orkut dê uma história tão legal. Só senti falta de poder apertar o botão de curtir. Ah, deve ter um spoilers por aí. Se não quer saber não leia

Desde a primeira cena você já pode constatar uma coisa: Zuckerberg é a cara do Sheldon de The big bang Theory. E não estou falando fisicamente. Eles são igualmente chatos (tá, insuportáveis) e socialmente inábeis. Essa falta de sociabilidade do protagonista pode ser o motor de toda história. Mesmo estudando em Harvard, Mark Zuckerberg é um excluído idiota e sua namorada deixa isso claro para ele no ínicio do filme ao lhe dar um pé na bunda (moral da história aqui. Se sua/seu ex te sacanear, difame ela/ele na net e fique bilionário). Enquanto fala mal da ex no seu blog, ele cria um site com fotos das estudantes de Harvard onde se pode votar em quem é a mais bonita. O site é sucesso e ele é contatado pelos irmãos Winklevoss que lhe propõem criar um site estilo myspace, mas só para estudantes de Harvard. A principal ideia é exclusividade. Então Zuckerberg chama seu amigo Eduardo Saverin e cria o thefacebook. com e o disponibiliza na rede de Harvard. Detalhe, sem contar nada aos irmãos. Já sabe né, vem aí um processo por roubo de propriedade intelectual.

O site é sucesso, se expande rapidamente por outras universidades de elite e Saverin e Zuckerberg são só alegria. Saverin quer começar a ganhar dinheiro com o site, mas Zuckerberg não. Ele só quer se divertir com o fato de ter criado algo que virou febre. Os dois vãos nessa caminhada de amor até Zuckerberg conhecer Sean Parker, o criador do Napster. O cara é um neurótico que ganha influencia sobre Zuckerberg até que isso culmina no rompimento entre ele e seu amigo Saverin. Inicia-se um novo processo judicial entre eles.

Como eu já havia dito todas as atuações são boas, a história tem um andamento perfeito. Ora você se solidariza com Zuckerberg, ora você quer que ele se lenhe. Durante o filme houve uma pergunta que me interessou muito, para que as pessoas querem ter um perfil em sites na internet? Acho que foi Saverin que respondeu essa pergunta dizendo que é porque queremos saber que estar disponível para sexo. O filme não vai além nessa direção, que muito me interessaria, mas pode provocar discussões legais quando você sai do cinema. Ele foi inclusive eleito o filme do ano pela critica.

Parece-me que o Facebook é a rede social que mais cresce no Brasil, se não só deve perder pra o twitter, a febre mundial. Com certeza não chega nem perto do orkut. Acho que é isso que faz dela uma rede, em minha opinião, melhor do que o orkut. Menos gente te mandando besteira, um design muito mais limpo e mais privacidade. Pois é, facebook me.