Aforismos I

Publicado em junho 29, 2011 por

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Ao fazer uma lista de aforismos de minha autoria não pretendo, de forma alguma, reclamar direito sobre as idéias contidas nestas frases. Trata-se aqui apenas de uma lista daquilo que, dia-a-dia, vem surgido a partir da reflexão sobre a minha vida. Tampouco tenho a pretensão de que estas frases sejam reconhecidas como pedaços de sabedoria – se houvesse tal coisa, não seria necessário refletir, pois tudo estaria pronto. Então, caso estejam curiosos, leiam como pedaços de minha ignorância.

S’eu fosse suficiente, viveria de mim – e assim não amaria, nem amado seria. Mas como amo (e como amo!) só me resta viver dos outros. (Rômulo Cristaldo 28.01.2010)

De um lado temos a opção pelo melhor, d’outro pelo comum. Comumente se escolhe o óbvio, mas é preciso avançar em busca do extraordinário… (Rômulo Cristaldo 25.01.2010)

Nem sempre o que acontece é agradável a nossos olhos; mas, para aqueles que amam, tudo que se passa trás crescimento e leva-nos para o bem. (Rômulo Cristaldo 21.01.2010)

N’uma “sociedade do espetáculo”, posso até preferir os bastidores, mas nunca a poltrona… (Rômulo Cristaldo 08.01.2010)

Nada é tão simples que se permita ser analisado em uma única sentença. (Rômulo Cristaldo 04.01.2010)

Se o mundo é contraditório; se todo movimento é uma síntese entre opostos; se toda opinião é a expressão d’um desejo que a nega; se tudo que vejo é antinomia entre o particular e o coletivo; quem sou eu para tentar parecer lógico? (Rômulo Cristaldo 29.06.2011)

Somente com os pés fincados no amor é possível alcançar as estrelas. (Rômulo Cristaldo 15.12.2009)

O mundo se divide entre os que se entregam, e os que não. Uns errarão e sofrerão, mas terão vivido. Outros, nem tanto disto, nem daquilo. (Rômulo Cristaldo 2.2.2010)

Supondo que a métrica do que digo seja quase sempre este monocroma sem emoção, sei da quase-nula probabilidade de que o conteúdo destes meus ditos sejam do agrado geral. Ainda que lhes surpreenda, será com a virulência da crítica desferida aos desavisados ícones, o que poderá tornar-me um paria, se já não o sou de fato. Porém, longe de mim recusar o chamado desta minha consciência a pedir que exponha o que penso aos quatro ventos, não pelo reconhecimento, mas por amor próprio. Amor este o qual me faz lembrar de que, apesar de absolutamente necessárias, minhas palavras não devem avançar sobre o limite da ética que prego, sob pena de cair em paradoxo. No entanto, exortar-me-ei a ultrapassar as fronteiras do aceitável, a fim de expor minha convicção nos ideais de: liberdade; fraternidade e; igualdade. O que não se sustenta sobre estes pilares, há de ruir pela incoerência e ser jogado nas incolores profundezas do esquecimento. [Rômulo C. Cristaldo, 26.12.2005 (16.12.2007) (24.06.2009)]

Seu eu encontrar uma definição de mim, defino-me e deixo de lado esta imprecisa e improvisada vida para aderir ao árido mundo das máquinas. (Rômulo Cristaldo 12.03.2010)

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