Ao fazer uma lista de aforismos de minha autoria não pretendo, de forma alguma, reclamar direito sobre as idéias contidas nestas frases. Trata-se aqui apenas de uma lista daquilo que, dia-a-dia, vem surgido a partir da reflexão sobre a minha vida. Tampouco tenho a pretensão de que estas frases sejam reconhecidas como pedaços de sabedoria – se houvesse tal coisa, não seria necessário refletir, pois tudo estaria pronto. Então, caso estejam curiosos, leiam como pedaços de minha ignorância.
S’eu fosse suficiente, viveria de mim – e assim não amaria, nem amado seria. Mas como amo (e como amo!) só me resta viver dos outros. (Rômulo Cristaldo 28.01.2010)
De um lado temos a opção pelo melhor, d’outro pelo comum. Comumente se escolhe o óbvio, mas é preciso avançar em busca do extraordinário… (Rômulo Cristaldo 25.01.2010)
Nem sempre o que acontece é agradável a nossos olhos; mas, para aqueles que amam, tudo que se passa trás crescimento e leva-nos para o bem. (Rômulo Cristaldo 21.01.2010)
N’uma “sociedade do espetáculo”, posso até preferir os bastidores, mas nunca a poltrona… (Rômulo Cristaldo 08.01.2010)
Nada é tão simples que se permita ser analisado em uma única sentença. (Rômulo Cristaldo 04.01.2010)
Se o mundo é contraditório; se todo movimento é uma síntese entre opostos; se toda opinião é a expressão d’um desejo que a nega; se tudo que vejo é antinomia entre o particular e o coletivo; quem sou eu para tentar parecer lógico? (Rômulo Cristaldo 29.06.2011)
Somente com os pés fincados no amor é possível alcançar as estrelas. (Rômulo Cristaldo 15.12.2009)
O mundo se divide entre os que se entregam, e os que não. Uns errarão e sofrerão, mas terão vivido. Outros, nem tanto disto, nem daquilo. (Rômulo Cristaldo 2.2.2010)
Supondo que a métrica do que digo seja quase sempre este monocroma sem emoção, sei da quase-nula probabilidade de que o conteúdo destes meus ditos sejam do agrado geral. Ainda que lhes surpreenda, será com a virulência da crítica desferida aos desavisados ícones, o que poderá tornar-me um paria, se já não o sou de fato. Porém, longe de mim recusar o chamado desta minha consciência a pedir que exponha o que penso aos quatro ventos, não pelo reconhecimento, mas por amor próprio. Amor este o qual me faz lembrar de que, apesar de absolutamente necessárias, minhas palavras não devem avançar sobre o limite da ética que prego, sob pena de cair em paradoxo. No entanto, exortar-me-ei a ultrapassar as fronteiras do aceitável, a fim de expor minha convicção nos ideais de: liberdade; fraternidade e; igualdade. O que não se sustenta sobre estes pilares, há de ruir pela incoerência e ser jogado nas incolores profundezas do esquecimento. [Rômulo C. Cristaldo, 26.12.2005 (16.12.2007) (24.06.2009)]
Seu eu encontrar uma definição de mim, defino-me e deixo de lado esta imprecisa e improvisada vida para aderir ao árido mundo das máquinas. (Rômulo Cristaldo 12.03.2010)
Pôncio Pilatos
junho 29, 2011
Egolatria, culto de si próprio, superdramatização dos próprios conflitos… com data e tudo mais! Explicações espúrias para não encarar o que está embaixo do nariz. Na contradição e falta de lógica que evidencia no mundo, demonstra antes de tudo o estado de auto-negação em que se encontra quanto às escolhas de vida que fez e a ideologia que representa. “Quem sou eu para tentar parecer lógico”?! Coloque isso em suas pesquisas como premissas, então! Vamos então por essa linha e sejamos pessoas desprezíveis, pois se o mundo é cheio de podridão e maldade, quem sou eu para tentar ser melhor que isso, ser responsável nas minhas escolhas e ações? O que vejo aí é nada mais que grande comodismo de um ególatra que ironicamente não tem coragem de assumir as próprias escolhas e tenta tristemente emparelhar isso na complexidade dos fatos do mundo. Crítico o quanto for, carece de firmeza e afunda em depressão. No momento da Verdade, é só mais um que lava as mãos. Liberte-se, rapaz! Não dissolverá sua real vocação e suas pulsões mais primais com palavras ao vento!
Juliana Bastos
junho 30, 2011
Aforismos é uma palavra tão feia….de qualquer forma essas palavras são registros interessantes e bonitos das etapas da sua vida. Todos nós temos nossos próprios aforismos, apenas não nos preocupamos em guardá-los e isso é uma pena porque é legal ver assim escrito pedaços da nossa vida.
Ao ver os escritos de alguém cabe a nós após ler, entendê-los e racionalizar sobre eles. Concordo, não concordo, na minha opinião está certo, está errado? Mas deixarei isso para os leitores do blog fazerem, de preferencia com comentários e verei esses fragmentos como poesia e considerarei como uma arte crítica e engajada
Alberto Augusto
outubro 5, 2011
Visitem e vejam o documentário profícuo para os críticos sociais.
http://culturadoiro.wordpress.com/2011/10/05/the-century-of-the-self-documentario-bbc/