Novamente junto pedaços de minha alma, do que tenho pensado, para deixar aqui. Não espero nada além de registrar momentos não necessariamente originais, mas especificamente da minha vida. Egolatria? Talvez… Mas, eu prefiro colocar pra fora o que me aflige do que guardar em rancor.
A alegria não é um objetivo, é uma premissa… (Rômulo Cristaldo 16.01.2010)
Deixo-me apaixonar, mesmo que venha a sofrer e a chorar. E não espero pagamento ou prazer, muitos menos retorno ou sequer respeito. Não. Deixo-me apaixonar por saber que um coração dorido é melhor do que um coração morto. Nisto me encanto por tudo, por todos, mesmo que doa por uma eternidade, ou que dure o tempo de um suspiro. (Rômulo Cristaldo 21.03.2010)
Normalmente um sentido é um rumo, mas também é um significado. A verdade por detrás disto é que aquilo que norteia nosso caminho confere razão à nossa existência. (Rômulo Cristaldo 26.03.2010)
A tessitura da ideologia envolve numa trama que beira a fantasia, urdidura não igualada nem pela arte, nem pela ideia, nem pela morte. (Rômulo Cristaldo 13.5.2010)
Mesmo que venha a perder voz, saiba que ainda gritarei indignado em minh’alma por aquilo que poderíamos ser, mas não somos por mera covardia. (Rômulo Cristaldo 15.06.2010)
Tem muito qu’eu gostaria de ser, mas muito pouco sobre o que sou de fato, o que me torna, em verdade, mais um ser do futuro do que do passado. Estas duas abstrações – futuro e passado – na realidade não existem de fato, são apenas impressões que se formam no único plano concreto de existência que é o presente. Sendo mais futuro que passado, sou portanto mais socrático que platônico: nada significo tão intensamente que na prática nem existo. [Rômulo Cristaldo 05.07.2010 (24.09.2010)]
O esterçar de minh’alma ao contemplar as estrelas só atestam alteridade. Quão solitário é ter asas sem companhia para voar… (Rômulo Cristaldo 27.07.2010)
A beleza física nos é dada como um dom, mas só dura um átimo. A beleza do espírito é fruto do esforço e esta perdura para a eternidade. (Rômulo Cristaldo 28.07.2010)
Sabemos que uma sociedade está podre quando a ignorância se torna sabedoria e a verdade é considerada ridícula. (Rômulo Cristaldo 27.09.2010)
Eu tenho um pedido pra vida: quero uma vida que possa amar, um trabalho que me permita poder e um amor que me faça viver. (Rômulo Cristaldo 16.05.2011)
O amor é como a fé, é grande demais para a razão, muito extenso para a ciência. Por isso precisamos nos desapegar da necessidade de compreendê-lo e aceitar que apenas vivendo-o poderemos ter um vislumbro – nunca racionalizável – de sua grandeza. (Rômulo Cristaldo 11.06.2011)
Sobre uma tatuagem de pássaro: Porque prender um pássaro em tua pele, ainda que um imaginário desenho, se podes ser tu como eles, livre, e assim singrar os ares, ventos e tempestades desta vida marcando tua tez com a experiência de ter voado em vez de uma mera fantasia? (Rômulo Cristaldo 12/09/2011)
A ciência nada mais é do o nome que os homens deram à prática com a qual se convencem de que sabem o que não sabem. (Rômulo Cristaldo 14/11/2011)
Meu “Eu lírico”, assim sem menos, vive nas madrugadas. Acredito que o de todos, sempre a precisar a brisa fresca das 3 da manhã. Obrigam-nos, porém, a estar dormindo quando poderíamos estar a filosofar, a poetizar – pois o trabalho, este formador essencial que distorce o mundo a seu redor, exige claros dias da razão. Não! A prosaesia de nosso tortuoso existir não requer a clareza da manhã, mas sim os lugares ocultos da noite, que a permitam dizer e especular, e rimar ou não fazê-lo, acerca do que não se vê. É! Meu “Eu lírico” vive nas madrugadas… e quando durmo afogo-o em mim mesmo… (Rômulo Cristaldo, 25/11/2011)
Publicado em novembro 30, 2011 porRômulo Cristaldo
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